Nem só de tecnologia viverá o homem

Tecnologia pode ser um termo bem abstrato. Inteligência artificial, machine learning, neural networks… E a lista segue. O que chama atenção de poucos é como tudo faz referência aos humanos.  

Nos códigos, encontramos traços da nossa inteligência, do nosso aprendizado e das nossas sinapses. Nosso “estar no mundo” alimenta a tecnologia e se propaga por meio dela. Mas como medir o impacto desta relação?  

Na era de propósito, causa e porquês, me pego pensando na entrega de algo concreto.  

Sempre fui uma pessoa muito focada no lado social e na geração de um “efeito positivo” – qualquer que seja o nome. Dediquei a minha trajetória profissional à procura do meu WHY.  

Entregar um valor, resolver alguma coisa. Muito se fala em “dor”, mas não precisa doer. Sobretudo quando se trata de tecnologia. Pode ser um luxo, uma vontade fora do que classificaríamos como necessidade.   

A tecnologia não é uma necessidade humana, mas um meio de entregar algo. Tempo. Produtividade. Satisfação.  

Para emprestar as palavras de John Maeda, no seu livro “As Leis da Simplicidade: Design, Tecnologia, Negócios, Vida”, a magia acontece quando você consegue subtrair o óbvio e adicionar o significativo.  

Basta ter uma boa leitura das pessoas em determinado contexto e comunidade. Com isso, fica fácil fazer negócios e criar. Gosto de me orientar pelo #PrazerEmSolucionar 

Esta percepção nos leva ao fato de que você não precisa ser um empreendedor para ser um realizador. Todos nós somos polímatas e temos várias capacidades. Você pode entregar resultados significativos em qualquer meio e com o auxílio de qualquer ferramenta.  

Se consigo apontar um caminho? Eu escolhi a tecnologia como norte. Mas não defendo que seja o único, nem o melhor.  

No fim, se puder condensar toda essa conversa numa frase, seria a seguinte: em tempos de algoritmos, que tal focar no que entrega valor às pessoas? 

Carlos Kazuo
CEO KeepTrue